Meu Pai.

Meu Pai.

Quando se está lá no céu,
escolhe-se onde se quer nascer e ,
se estiver com sorte, escolhe-se de quem se quer nascer.
Uma escolha difícil.
Pois naquele dia eu estava com sorte
E lá de cima, olhando e analisando as pessoas daqui,
Pude notar um jovem simpático, de cabelos lisos,
Porte atlético, de grande caráter, generoso e carinhoso
E pensei... “quero que ele seja meu pai”.
Pois meu pedido foi atendido e nasci.
Não poderia ter feito escolha melhor!

Enquanto crescia, vivia uma infância feliz,
Com meu pai sempre presente, sempre me ensinando,
Me educando e me acarinhando.

Quando adolescente, tenho em mente que muito trabalho eu dei.
Não que fizesse coisas erradas, mas meu pai, severo, austero,
me impedia de fazer o que queria
e hoje vejo que me protegia das más companhias e dos perigos da vida.

Quando me casei,
Trago na lembrança meu pai,
me observando partir...
Tinha no semblante um olhar distante e tristonho,
Como se num sonho perdesse alguém para sempre.

Mas eu logo estaria de volta, cheia de saudades do meu pai.
Pessoa amiga, tão querida, que me envaidece a simples lembrança
De que ele é meu pai.

Ele me estimula, me adula, faz tudo parecer possível,
Me quer visível, apesar de quase sempre isso parecer impossível.
Sua opinião, seu parecer em qualquer decisão se faz necessária.
Homem culto, com erros e acertos nessa vida,
um ser humano notável, sempre bem disposto e confiável.

Hoje, olhando para trás,
vejo que sempre onde havia pedras ou espinhos
meu pai liderou e suavisou meu caminho,
fazendo a vida parecer mais bela e justa,
mesmo com toda a disputa que nela há.


E quando para o céu voltar,
quero lá reencontrar essa pessoa tão querida
que fez da minha vida uma viagem segura e cheia de muito amor.

Ana Maria Basso.
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