Poema da Saudade. Para Cristina

Poema da Saudade.
Para Cristina.

Falar da Cristina é como falar do vento...
Sim, porque o vento é constante mesmo quando se oculta nas calmarias do tempo.

Cristina é o vento que sopra e semeia meu jardim.
Cristina é o vento que sopra em meu rosto e me refresca o suor.
Cristina é o vento que move as ondas do meu mar, sempre forte.
Para mim não existe som melhor do que o das ondas do mar, constante, um calmante...

E assim sinto minha irmã, sempre soprando aqui nos meus ouvidos e agora dizendo...”Eu estou viva e olhando por você. Só quero descansar por alguns segundos para poder soprar de novo pra você. Mas enquanto eu descanso, reze por mim.”

Cristina é também sol que me ilumina, é a chuva que me renova, a lua que me acolhe na penumbra, é o ar contido no vento que sopra...

Agora sinto saudades do vento forte, que quando para um lado eu pendia, vinha na direção certa e me endireitava.
Sinto saudades do vento calmo que com um sopro, ajeitava meus cabelos.
Sinto saudades de você, minha irmã.
Mas como o tempo, seu vento, eu sei, nunca vai parar de soprar.

Ana Maria Basso
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