Setembro 2010.

Dia 15.
Após deliciosas media lunas com geléia de durazno no “desayuno”, seguimos em direção ao Cerro Catedral, distante 19 km do centro de Bariloche. Aqui é uma das mais importantes estações de esqui da América do Sul. Esta estação é muito bem estruturada, possui vários teleféricos e bondinhos para transportar os esquiadores até o cume, vários restaurantes, lojas para venda ou aluguel de equipamento para esquiadores, atividades destinadas a crianças (aulas de esqui), hoteis, enfim, são 600 hectares com mais de 70km de caminhos e pistas para esquiadores de todos os níveis. Completo, apesar da pouca neve neste final de inverno. Depois de conhecermos tudo, resolvi deixar para esquiar no dia seguinte, uma vez que não estava vestida para essa aventura. Sim, eu possuo roupas apropriadas para esquiar. Trouxe-as dos Estados Unidos após uma longa temporada morando num estado muito frio por aquelas bandas…

Seguimos para um passeio que compreendeu  65 km do Parque Nacional Nahuel Huapi, o Cicuito Chico. Esse Cicuito passa pela Playa Blanca até a peninsula de Llao Llao, margeando o Lago Nahuel Huapi e adentrando bosques de ciprestes até o Cerro Campanário. Um lugar belo, com paisagens de tirar o fôlego.

À noite jantamos num excelente restaurante, da Família Weiss, Restaurante de Montanha. Fomos recepcionados por uma bahiana na entrada. Degustei uma deliciosa Truta com ervas e o Gima seu clássico Bife de Chorizo.  Aqui em Bariloche se paga com peso argentino, real, dolar ou peso chileno, é tudo aceito. Caminhamos pela rua principal, Bartolomé Mitre, mas o frio e o vento nos mandaram de volta para o hotel antes do programado.
Dia 16.

Hoje matei a saudade de esquiar. Sozinha, uma vez que este esporte não é a praia do Gima. Fomos ainda na parte da manhã para o Cerro Catedral, aluguei o equipamento: esqui, botas e bastões e seguimos em direção ao guichê de compra do passe para os teleféricos e bondinhos. Tudo ficou em $ 175,00.

Resovi treinar um pouco antes de subir a montanha, mas é como andar de bicicleta, o cérebro não esquece mais. E lá fui eu, rumo ao topo. Lá em cima, na parte da montanha que escolhi, é outra “cidade”. Tem restaurante, aulas de esqui, muita gente treinando antes de pegar o caminho para baixo. Desci do teleférico segurando meus esquis e bastões e escolhi um caminho menos íngreme para minha descida. Foi muito bom…Segui as plaquinhas verdes, que indicavam descida mais fácil, rs… Fui levar meu primeiro e único tombo na chegada, isso porque havia uma pedra e um brasileiro caído na curva do caminho. O Gima me seguia de binóculos lá de baixo. Desci e subi de novo. Este processo levou em media três horas. Enquanto eu subia e descia esquiando, o Gima tomava chocolate quente, lia, passeava pelo complexo do Cerro e tirava fotos. No final da tarde eu estava exausta mas realizada! Voltamos para o hotel. Nada como um bom banho quente para aquecer novamente.
Jantamos uma boa pizza, caminhamos um pouco e fomos dormir.
Dia 17.


Hoje conhecemos a Colônia Suiza que há no percurso do Caminho Chico, pequena colônia povoada por suiços desde o início do século. 
Visitamos o Cemitério del Montañes, onde estão enterrados alguns montanhistas da região e decidimos não subir de bondinho no Cerro Otto porque estava nublado. Não veríamos nada lá de cima. Fomos almoçar um delicioso cordeiro patagônico. Após nossa siesta, fomos passear para mais fotos, chocolate quente e compras de chocolate para os amigos. 

Ah, e passeamos, também, pelo Centro Cívico no coração de Bariloche, constituido por prédios rústicos que abrigam a Secretaria de Turismo e o Museu da Patagônia.

Este Centro é hoje Monumento Histórico Nacional. Havia muita gente tirando fotos com cachorros São Bernardo que estavam expostos na praça pelos seus donos, que cobravam por essas fotos. É claro que Gima e eu tiramos fotos dos “perros”, mas não pagamos por elas, rs… afinal, tiramos fotos "dos" cachorros e não "com" os cachorros.
 Visitamos a Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, uma belíssima igreja toda em pedra em estilo neogótico.


De volta ao hotel, o início da parte ruim da viagem, preparar para voltar para casa. Iniciaríamos nossa jornada de volta no dia seguinte.
Dia 18.
Saimos bem cedo de Bariloche, pois tínhamos um longo percurso até Neuquén e uma parte bem desértica da Província de La Pampa para percorrermos. Paisagens belíssimas nos acompanharam até perdermos de vista a Cordilheira dos Andes que foi nossa companheira em grande parte desta jornada, principalmente do lado chileno. O Rio Limay, que margea a RN 237, em direção à Neuquén, também nos proporcionou paisagens arrebatadouras.
Dormimos em Santa Rosa, na Província de La Pampa.
Dia 19.
Seguimos viagem em direção a Venado Tuerto, sim, Veado Torto, é este o nome da pacata cidade no interior argentino, Rosário, onde nasceu o lendário guerrilheiro Che Guevara, e Santa Fé, capital da Província de mesmo nome.  É nesta planície que se cria uma das maiores riquezas da Argentina, o gado.  Muito pasto e muitas fazendas com entradas cinematográficas.
Não conseguimos chegar a Santa Fé com dia claro, então resolvemos dormir na pacata cidade de Coronda, distante 58 km de Santa Fé.
Dia 20.
Boas estradas, assim podemos definir a malha rodoviária argentina.

Saindo de Coronda em direção a Santa Fé, e em seguida atravessando o túnel subfluvial que liga Santa Fé à Cidade de Paraná, sob o Rio Paraná, seguimos toda manhã sem maiores  interesses. Este túnel foi inaugurado em 1969 e leva o nome de Raul Uranga-Carlos Sylvestre Begnis, governadores das duas províncias, ligadas pelo túnel, na época de sua construção. A estrutura do túnel tem uma longitude de 2.937 metros, e em sua cota mais profunda, o teto do túnel encontra-se a uns 32 metros abaixo da superfície do rio.
Chegamos a Santo Tomé, já na província de Corrientes para pernoitar. Esta cidade é vizinha de São Borja, no Rio Grande do Sul, Brasil. A Ponte da Integração liga os dois países e há um intenso tráfico fronteiriço.

Dia 22.

Neste dia chegamos a Foz do Iguaçu.
Saímos de Foz no inverno e retornamos na primavera. A viagem perfeita, sem nenhum contratempo, o carro sempre no mais perfeito estado e tudo aconteceu conforme planejamos. Sim, a viagem perfeita, a companhia perfeita, os lugares perfeitos...
Argentina, Chile, depois Argentina de novo e de volta ao Brasil. Foram 8.400 km percorridos.
Agora é fazer planos para nossa próxima viagem e com direito a outro "Diário de Bordo".

Dedicamos essa viagem a nossos pais, que nos levaram a lugares incríveis por este Brasil e pelo mundo quando ainda éramos muito jovens e nos mostraram o caminho para a aventura, a descoberta e o conhecimento.
Para Victório Basso e Maricota, pais do Gima e Arédio Teixeira Duarte e  Cida, meus pais.

Curiosidades da Argentina:
_ Para se anunciar que um carro está a venda, los hermanos colocam uma carrafa peti ou um galão de plástico em cina do carro.
_ Quando um caminhão ou um carro, que está a nossa frente, quer indicar que o caminho está livre para ultrapassagem, eles dão a seta do lado esquerdo e não do lado direito, como fazemos no Brasil.
_ Há muito cachorro solto, sem dono, pelas grandes cidades Argentinas.

Curiosidades do Chile:
_ Há, também, muito cachorro solto pelo Chile e um morador da cidade de Santiago nos disse que a população ajuda a manter esses animais nas ruas e os observam sempre, atentamente, pois eles anunciam, com um comportamento diferente, que um terremoto está por vir.


Projeto El Condor, parte final.



Setembro 2010.

Dia 15.
Após deliciosas media lunas com geléia de durazno no “desayuno”, seguimos em direção ao Cerro Catedral, distante 19 km do centro de Bariloche. Aqui é uma das mais importantes estações de esqui da América do Sul. Esta estação é muito bem estruturada, possui vários teleféricos e bondinhos para transportar os esquiadores até o cume, vários restaurantes, lojas para venda ou aluguel de equipamento para esquiadores, atividades destinadas a crianças (aulas de esqui), hoteis, enfim, são 600 hectares com mais de 70km de caminhos e pistas para esquiadores de todos os níveis. Completo, apesar da pouca neve neste final de inverno. Depois de conhecermos tudo, resolvi deixar para esquiar no dia seguinte, uma vez que não estava vestida para essa aventura. Sim, eu possuo roupas apropriadas para esquiar. Trouxe-as dos Estados Unidos após uma longa temporada morando num estado muito frio por aquelas bandas…

Seguimos para um passeio que compreendeu  65 km do Parque Nacional Nahuel Huapi, o Cicuito Chico. Esse Cicuito passa pela Playa Blanca até a peninsula de Llao Llao, margeando o Lago Nahuel Huapi e adentrando bosques de ciprestes até o Cerro Campanário. Um lugar belo, com paisagens de tirar o fôlego.

À noite jantamos num excelente restaurante, da Família Weiss, Restaurante de Montanha. Fomos recepcionados por uma bahiana na entrada. Degustei uma deliciosa Truta com ervas e o Gima seu clássico Bife de Chorizo.  Aqui em Bariloche se paga com peso argentino, real, dolar ou peso chileno, é tudo aceito. Caminhamos pela rua principal, Bartolomé Mitre, mas o frio e o vento nos mandaram de volta para o hotel antes do programado.
Dia 16.

Hoje matei a saudade de esquiar. Sozinha, uma vez que este esporte não é a praia do Gima. Fomos ainda na parte da manhã para o Cerro Catedral, aluguei o equipamento: esqui, botas e bastões e seguimos em direção ao guichê de compra do passe para os teleféricos e bondinhos. Tudo ficou em $ 175,00.

Resovi treinar um pouco antes de subir a montanha, mas é como andar de bicicleta, o cérebro não esquece mais. E lá fui eu, rumo ao topo. Lá em cima, na parte da montanha que escolhi, é outra “cidade”. Tem restaurante, aulas de esqui, muita gente treinando antes de pegar o caminho para baixo. Desci do teleférico segurando meus esquis e bastões e escolhi um caminho menos íngreme para minha descida. Foi muito bom…Segui as plaquinhas verdes, que indicavam descida mais fácil, rs… Fui levar meu primeiro e único tombo na chegada, isso porque havia uma pedra e um brasileiro caído na curva do caminho. O Gima me seguia de binóculos lá de baixo. Desci e subi de novo. Este processo levou em media três horas. Enquanto eu subia e descia esquiando, o Gima tomava chocolate quente, lia, passeava pelo complexo do Cerro e tirava fotos. No final da tarde eu estava exausta mas realizada! Voltamos para o hotel. Nada como um bom banho quente para aquecer novamente.
Jantamos uma boa pizza, caminhamos um pouco e fomos dormir.
Dia 17.


Hoje conhecemos a Colônia Suiza que há no percurso do Caminho Chico, pequena colônia povoada por suiços desde o início do século. 
Visitamos o Cemitério del Montañes, onde estão enterrados alguns montanhistas da região e decidimos não subir de bondinho no Cerro Otto porque estava nublado. Não veríamos nada lá de cima. Fomos almoçar um delicioso cordeiro patagônico. Após nossa siesta, fomos passear para mais fotos, chocolate quente e compras de chocolate para os amigos. 

Ah, e passeamos, também, pelo Centro Cívico no coração de Bariloche, constituido por prédios rústicos que abrigam a Secretaria de Turismo e o Museu da Patagônia.

Este Centro é hoje Monumento Histórico Nacional. Havia muita gente tirando fotos com cachorros São Bernardo que estavam expostos na praça pelos seus donos, que cobravam por essas fotos. É claro que Gima e eu tiramos fotos dos “perros”, mas não pagamos por elas, rs… afinal, tiramos fotos "dos" cachorros e não "com" os cachorros.
 Visitamos a Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi, uma belíssima igreja toda em pedra em estilo neogótico.


De volta ao hotel, o início da parte ruim da viagem, preparar para voltar para casa. Iniciaríamos nossa jornada de volta no dia seguinte.
Dia 18.
Saimos bem cedo de Bariloche, pois tínhamos um longo percurso até Neuquén e uma parte bem desértica da Província de La Pampa para percorrermos. Paisagens belíssimas nos acompanharam até perdermos de vista a Cordilheira dos Andes que foi nossa companheira em grande parte desta jornada, principalmente do lado chileno. O Rio Limay, que margea a RN 237, em direção à Neuquén, também nos proporcionou paisagens arrebatadouras.
Dormimos em Santa Rosa, na Província de La Pampa.
Dia 19.
Seguimos viagem em direção a Venado Tuerto, sim, Veado Torto, é este o nome da pacata cidade no interior argentino, Rosário, onde nasceu o lendário guerrilheiro Che Guevara, e Santa Fé, capital da Província de mesmo nome.  É nesta planície que se cria uma das maiores riquezas da Argentina, o gado.  Muito pasto e muitas fazendas com entradas cinematográficas.
Não conseguimos chegar a Santa Fé com dia claro, então resolvemos dormir na pacata cidade de Coronda, distante 58 km de Santa Fé.
Dia 20.
Boas estradas, assim podemos definir a malha rodoviária argentina.

Saindo de Coronda em direção a Santa Fé, e em seguida atravessando o túnel subfluvial que liga Santa Fé à Cidade de Paraná, sob o Rio Paraná, seguimos toda manhã sem maiores  interesses. Este túnel foi inaugurado em 1969 e leva o nome de Raul Uranga-Carlos Sylvestre Begnis, governadores das duas províncias, ligadas pelo túnel, na época de sua construção. A estrutura do túnel tem uma longitude de 2.937 metros, e em sua cota mais profunda, o teto do túnel encontra-se a uns 32 metros abaixo da superfície do rio.
Chegamos a Santo Tomé, já na província de Corrientes para pernoitar. Esta cidade é vizinha de São Borja, no Rio Grande do Sul, Brasil. A Ponte da Integração liga os dois países e há um intenso tráfico fronteiriço.

Dia 22.

Neste dia chegamos a Foz do Iguaçu.
Saímos de Foz no inverno e retornamos na primavera. A viagem perfeita, sem nenhum contratempo, o carro sempre no mais perfeito estado e tudo aconteceu conforme planejamos. Sim, a viagem perfeita, a companhia perfeita, os lugares perfeitos...
Argentina, Chile, depois Argentina de novo e de volta ao Brasil. Foram 8.400 km percorridos.
Agora é fazer planos para nossa próxima viagem e com direito a outro "Diário de Bordo".

Dedicamos essa viagem a nossos pais, que nos levaram a lugares incríveis por este Brasil e pelo mundo quando ainda éramos muito jovens e nos mostraram o caminho para a aventura, a descoberta e o conhecimento.
Para Victório Basso e Maricota, pais do Gima e Arédio Teixeira Duarte e  Cida, meus pais.

Curiosidades da Argentina:
_ Para se anunciar que um carro está a venda, los hermanos colocam uma carrafa peti ou um galão de plástico em cina do carro.
_ Quando um caminhão ou um carro, que está a nossa frente, quer indicar que o caminho está livre para ultrapassagem, eles dão a seta do lado esquerdo e não do lado direito, como fazemos no Brasil.
_ Há muito cachorro solto, sem dono, pelas grandes cidades Argentinas.

Curiosidades do Chile:
_ Há, também, muito cachorro solto pelo Chile e um morador da cidade de Santiago nos disse que a população ajuda a manter esses animais nas ruas e os observam sempre, atentamente, pois eles anunciam, com um comportamento diferente, que um terremoto está por vir.


Leia Mais
Dia 13.


Gilmar e eu passeamos de bicicleta pela manhã fria e nublada de Pucón, uma região cercada de montanhas nevadas, lagos de água transparente, florestas, parques nacionais, rios, termas e praias vulcânicas. Quando o céu clareou, lá estava ele, espalhando fumaça pelo céu muito azul de uma tarde de setembro. O Vulcão que eu tanto procurava, senhor absoluto da região e da viagem. O Villarrica, um dos vulcões mais ativos do Chile e da América do Sul.

Ficamos no pier, as margens do lago Villarrica, por um longo tempo apreciando aquela paisagem que mais parecia um quadro. Fiquei fascinada! Absolutamente belo e traiçoeiro. Imaginar que quando ele bem entender, pode destruir tudo à sua volta… a qualquer dia, a qualquer hora…

Ele roubou meu dia! Sem mais a dizer sobre hoje.
Dia 14.



Osorno, mais ao sul do Chile, na região dos lagos, seria nossa última parada na Panamericana, antes de virarmos leste, em direção à Patagônia Argentina. Montanhas e mais vulcões cobertos de neve. Esta era a paisagem Chilena até cruzarmos a aduana em direção à Villa La Angostura, já na Argentina. Muita fila na aduana, mas bem mais organizada que a de nossa entrada no Chile, próximo à Mendoza, ao norte.
Apesar da placa dizer "Benvenido a Chile", estávamos, na verdade, deixando este país que deixou saudades em nossos corações. Até breve, Chile!

Villa La Angostura mais me pareceu uma aldeia de montanha com uma forte influência alemã. Às margens do Lago Nahuel Huapi e próxima a Bariloche, paramos só para fotos.

Bariloche era nosso próximo destino.
San Carlos de Bariloche, localizada na Província de Rio Negro, junto à Cordilheira dos Andes, foi a cidade mais fria que ficamos nesta viagem. O nome Bariloche provém da palavra “Vuriloche”, que na lingua mapuche, significa “povo de trás da montanha”.
A temperatura aqui ficou abaixo dos 8 graus em toda nossa estada. No primeiro dia nos instalamos em um bom hotel, o que foi difícil de encontar, uma vez que a cidade estava lotada com excurções de estudantes argentinos e de chilenos que fugiram das comemorações do Bicentenário. Em seguida passeamos pela Rua  Bartolomeu Mitre, onde o comércio de roupas de frio e chocolates é intenso.
Voltamos para o hotel com muito frio e cansados. Dormimos como pedras.


Projeto El Condor, parte 6.

Dia 13.


Gilmar e eu passeamos de bicicleta pela manhã fria e nublada de Pucón, uma região cercada de montanhas nevadas, lagos de água transparente, florestas, parques nacionais, rios, termas e praias vulcânicas. Quando o céu clareou, lá estava ele, espalhando fumaça pelo céu muito azul de uma tarde de setembro. O Vulcão que eu tanto procurava, senhor absoluto da região e da viagem. O Villarrica, um dos vulcões mais ativos do Chile e da América do Sul.

Ficamos no pier, as margens do lago Villarrica, por um longo tempo apreciando aquela paisagem que mais parecia um quadro. Fiquei fascinada! Absolutamente belo e traiçoeiro. Imaginar que quando ele bem entender, pode destruir tudo à sua volta… a qualquer dia, a qualquer hora…

Ele roubou meu dia! Sem mais a dizer sobre hoje.
Dia 14.



Osorno, mais ao sul do Chile, na região dos lagos, seria nossa última parada na Panamericana, antes de virarmos leste, em direção à Patagônia Argentina. Montanhas e mais vulcões cobertos de neve. Esta era a paisagem Chilena até cruzarmos a aduana em direção à Villa La Angostura, já na Argentina. Muita fila na aduana, mas bem mais organizada que a de nossa entrada no Chile, próximo à Mendoza, ao norte.
Apesar da placa dizer "Benvenido a Chile", estávamos, na verdade, deixando este país que deixou saudades em nossos corações. Até breve, Chile!

Villa La Angostura mais me pareceu uma aldeia de montanha com uma forte influência alemã. Às margens do Lago Nahuel Huapi e próxima a Bariloche, paramos só para fotos.

Bariloche era nosso próximo destino.
San Carlos de Bariloche, localizada na Província de Rio Negro, junto à Cordilheira dos Andes, foi a cidade mais fria que ficamos nesta viagem. O nome Bariloche provém da palavra “Vuriloche”, que na lingua mapuche, significa “povo de trás da montanha”.
A temperatura aqui ficou abaixo dos 8 graus em toda nossa estada. No primeiro dia nos instalamos em um bom hotel, o que foi difícil de encontar, uma vez que a cidade estava lotada com excurções de estudantes argentinos e de chilenos que fugiram das comemorações do Bicentenário. Em seguida passeamos pela Rua  Bartolomeu Mitre, onde o comércio de roupas de frio e chocolates é intenso.
Voltamos para o hotel com muito frio e cansados. Dormimos como pedras.


Leia Mais
Dia 08.

“Hoje vimos o sol se por no Pacífico.”

Após um café da manhã sem medias lunas, saímos se bicicleta por Viña del Mar. O dia estava lindo. Eram 10:00 da manhã de um sábado e com nossa mochila equipada com binóculo, máquina fotográfica e um agasalho extra, pegamos a ciclovia que margeia a orla da cidade. 

Nossa primeira parada foi no Relógio das Flores, que fica localizado numa das entradas da cidade. Viña é apelidada de “cidade jardim”. Esse apelido lhe faz juz, pois é bem florida. 

Depois seguimos para a Quinta Vergara, um parque  com belos jardins  e, também, o Palácio Vergara. Em estilo veneziano, foi construido a pedido da filha do fundador da cidade, Blanca Vergara, há 100 anos. Hoje abriga o Museu Municipal de Belas Artes, que está interditado depois do último terremoto que atingiu o Chile no início deste ano. 

Em seguida fomos ao Museu Arqueológico Francisco Fonck, que tem uma réplica de um Moai, encontrados na Ilha da Páscoa.
Fomos almoçar no Shopping da cidade, que possui um excelente complexo de lojas e uma praça de alimentação bem completa.

Andar por Viña é fácil, pois suas ruas possuem os nomes de Norte 1, Norte 2, Norte 3, ou Poente 1, Poente 2, ou Oriente 1, Oriente 2... e assim vai. O ponto de referência é a Av. Libertad, sua principal via.

À tarde, nos concentramos na orla, pedalando por vários kilômetros em direção norte. A Praia Reñaca, hoje a mais apta para o banho, possui uma peculiaridade, seus prédios são construidos em forma de degraus que acompanham o desnível do morro. Mais adiante há dunas, que pela orla ficou difícil o acesso. Nos contentamos com fotos destas. Vimos pelicanos e leões marinhos se esbaldando no mar gelado. Vimos o sol se pôr no Pacífico.

Chegamos ao hotel às 8:00 da noite, tomamos um bom banho e seguimos para o Cassino, uma das grandes atrações de Viña del Mar. Gilmar e eu não curtimos máquinas caça-níqueis, mas ficamos observando por um longo tempo uma mesa de pôquer. Jogavam Texas Hold'em. Uma das jogadoras ganhou mais de R$ 700,00 numa rodada. Adoro um pôquer!

Dia 09.

Ainda em Viña, descansamos na parte da manhã.  Depois partimos para conhecer Valparaiso. O dia estava chuvoso e frio, bem diferente do anterior. Era Domingo e em Valparaiso acontecia uma feira ao ar livre no centro da cidade que mais me pareceu uma loja do “Exercito da Salvação” , muito comum nos Estados Unidos (Salvation Army). Eram objetos de todos os tipos, desde móveis a roupas íntimas, tudo usado, talvez uma coisa ou outra nova, mas a maioria era usada. Muitas pessoas faziam compras alí. Muito interessante. No mais, Valparaiso, ao meu ver, não tem muitos atrativos.
Aproveitamos o domingo para chegarmos a Santiago. Chegar em uma cidade com aproximadamente 6 milhões de habitantes, sem conhecer absolutamente nada e de carro, não é uma tarefa fácil.  Havíamos marcado alguns hoteis no guia, mas não reservamos nada por não termos certeza do dia da chegada. Nos vimos em maus lençois. A maioria lotado! Com a celebração do Bicentenário do país esta semana, a cidade estava lotada!  Demos sorte de conseguir um bom hotel no centro, Hotel Riviera, um bom 3 estrelas.
Como chovia muito, resolvemos nos aventurar de carro pela cidade a procura de um bom restaurante. Nos indicaram um dos super shoppings da cidade, Alto Las Condes Mall, onde encontraríamos de tudo. Ficamos lá até a noite, e, na hora de voltar, nos perdemos.  Fomos sair do outro lado da cidade após pegarmos o tunel errado. Mas no fim, tudo deu certo.

Dia 10.

Passamos o dia conhecendo vários pontos turísticos da capital chilena, a começar pelo Museu Nacional de Belas Artes, próximo ao nosso hotel, que abriga obras de artistas chilenos e europeus.  Depois seguimos para o Mercado Central, um dos melhores lugares para se degustar frutos do mar frescos e baratos. Há vários restaurantes mas o melhor é o Dono Augusto. Almoçamos alí. Pedi um Côngrio acompanhado de molho de mariscos e Gilmar pediu o tradicional Salmão. Tudo delicioso!!!

Resolvemos seguir para o hotel para uma “siesta”. Voltamos ao tour  em direção ao Cerro Santa Lucia, um lugar bem próximo ao nosso hotel.


Um morro de 70 m no centro da cidade. Sua configuração atual, como parque público, com bosques, parques, monumentos, mirantes e jardins, foi criada nos anos 1870, como parte de um projeto urbanístico para a cidade. Ele era, no início, um mirante e ponto de reconhecimento da cidade para os conquistadores. 



Plaza de Armas, principal ponto de referência de Santiago. Não só geográfico, mas também histórico, politico, religioso e social. Foi daqui que a cidade se expandiu após sua fundação em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdívia. O prédio onde hoje é o Correio Central foi residência dele. Há aqui, também, uma linda Catedral, “Iglesia Catedral Plaza de Armas”, em estilo barroco, impressiona pela suntuosidade de seu altar. O Museu Histórico Nacional também está localizado na Plaza de Armas. Este museu mostra a história do país, do período pré-colombiano até o golpe de Estado em 1973.

O Palácio de La Moneda, ou simplesmente La Moneda, é a sede da Presidência da República do Chile. Ele está ladeado por duas belas praças, onde, em um belo gramado, descansamos um pouco. Havia muitos turistas no local. Um carabinero se protificou a pousar ao meu lado. Todo mundo muito feliz na comemoração do Bicentenário!

Passeamos por vários outros pontos turísticos de Santiago. Foi um dia memorável.
Voltamos ao hotel já de noite. 

Dia 11


Logo cedo, no nosso 11º dia de viagem, seguimos para Farellones, uma das estações de ski próximas a Santiago. A estrada que nos levou até o alto da montanha é bastante sinuosa, perigosa e mal conservada, mas o visual compensa todo o sacrifício, rs... Ainda havia muita neve neste ponto dos Andes, mas poucos esquiadores. Gosto muito deste esporte, que pratiquei algumas vezes quando morava nos Estados Unidos, mas deixei para esquiar em Bariloche, outro ponto de parada deste nosso projeto, uma vez que terei que fazê-lo sozinha, pois não é a praia do Gima, rs...




Seguimos para o sul do Chile pela Rodovia Panamericana, Rota 5, uma estrada perfeita, apesar dos vários pedágios... mas isso já é outro dia. 
Santiago valeu a pena


Dia 12.




A procura de um Vulcão. Assim podemos denominar este nosso 12º  dia de viagem.
Fomos para Pucón, aos pés do Vulcão "ativo" Villarrica e do lago omônimo. Um lugar belo, quando o ceu está azul e o sol ilumina com todo o seu brilho. Chegamos debaixo de muita chuva e muito frio. Alugamos um chalé e nos instalamos bem. O chalé era completo, tinha até Globo Internacional, onde assistimos a goleada do Goiás contra o Botafogo e a vitória do Atlético Paranaense, um dos times do Gima, contra o Atlético Mineiro. Ah, e o Palmeiras venceu também! Tudo a nosso favor. O único incoveniente do chalé foi o fato de termos de manter o fogo da "lareira" aceso para nos aquecer. Gima e eu, muito inexperientes no ramo, tivemos que pedir ajuda à proprietária para acender o fogo algumas vezes, rs... e o Vulcão, nada! Ainda escondido em meio as nuvens. Quem sabe o Universo continuaria conspirando em nosso favor, como tem feito toda a viagem, e o Villarrica mostraria sua cara no dia seguinte...






Projeto El Condor, parte 5.

Dia 08.

“Hoje vimos o sol se por no Pacífico.”

Após um café da manhã sem medias lunas, saímos se bicicleta por Viña del Mar. O dia estava lindo. Eram 10:00 da manhã de um sábado e com nossa mochila equipada com binóculo, máquina fotográfica e um agasalho extra, pegamos a ciclovia que margeia a orla da cidade. 

Nossa primeira parada foi no Relógio das Flores, que fica localizado numa das entradas da cidade. Viña é apelidada de “cidade jardim”. Esse apelido lhe faz juz, pois é bem florida. 

Depois seguimos para a Quinta Vergara, um parque  com belos jardins  e, também, o Palácio Vergara. Em estilo veneziano, foi construido a pedido da filha do fundador da cidade, Blanca Vergara, há 100 anos. Hoje abriga o Museu Municipal de Belas Artes, que está interditado depois do último terremoto que atingiu o Chile no início deste ano. 

Em seguida fomos ao Museu Arqueológico Francisco Fonck, que tem uma réplica de um Moai, encontrados na Ilha da Páscoa.
Fomos almoçar no Shopping da cidade, que possui um excelente complexo de lojas e uma praça de alimentação bem completa.

Andar por Viña é fácil, pois suas ruas possuem os nomes de Norte 1, Norte 2, Norte 3, ou Poente 1, Poente 2, ou Oriente 1, Oriente 2... e assim vai. O ponto de referência é a Av. Libertad, sua principal via.

À tarde, nos concentramos na orla, pedalando por vários kilômetros em direção norte. A Praia Reñaca, hoje a mais apta para o banho, possui uma peculiaridade, seus prédios são construidos em forma de degraus que acompanham o desnível do morro. Mais adiante há dunas, que pela orla ficou difícil o acesso. Nos contentamos com fotos destas. Vimos pelicanos e leões marinhos se esbaldando no mar gelado. Vimos o sol se pôr no Pacífico.

Chegamos ao hotel às 8:00 da noite, tomamos um bom banho e seguimos para o Cassino, uma das grandes atrações de Viña del Mar. Gilmar e eu não curtimos máquinas caça-níqueis, mas ficamos observando por um longo tempo uma mesa de pôquer. Jogavam Texas Hold'em. Uma das jogadoras ganhou mais de R$ 700,00 numa rodada. Adoro um pôquer!

Dia 09.

Ainda em Viña, descansamos na parte da manhã.  Depois partimos para conhecer Valparaiso. O dia estava chuvoso e frio, bem diferente do anterior. Era Domingo e em Valparaiso acontecia uma feira ao ar livre no centro da cidade que mais me pareceu uma loja do “Exercito da Salvação” , muito comum nos Estados Unidos (Salvation Army). Eram objetos de todos os tipos, desde móveis a roupas íntimas, tudo usado, talvez uma coisa ou outra nova, mas a maioria era usada. Muitas pessoas faziam compras alí. Muito interessante. No mais, Valparaiso, ao meu ver, não tem muitos atrativos.
Aproveitamos o domingo para chegarmos a Santiago. Chegar em uma cidade com aproximadamente 6 milhões de habitantes, sem conhecer absolutamente nada e de carro, não é uma tarefa fácil.  Havíamos marcado alguns hoteis no guia, mas não reservamos nada por não termos certeza do dia da chegada. Nos vimos em maus lençois. A maioria lotado! Com a celebração do Bicentenário do país esta semana, a cidade estava lotada!  Demos sorte de conseguir um bom hotel no centro, Hotel Riviera, um bom 3 estrelas.
Como chovia muito, resolvemos nos aventurar de carro pela cidade a procura de um bom restaurante. Nos indicaram um dos super shoppings da cidade, Alto Las Condes Mall, onde encontraríamos de tudo. Ficamos lá até a noite, e, na hora de voltar, nos perdemos.  Fomos sair do outro lado da cidade após pegarmos o tunel errado. Mas no fim, tudo deu certo.

Dia 10.

Passamos o dia conhecendo vários pontos turísticos da capital chilena, a começar pelo Museu Nacional de Belas Artes, próximo ao nosso hotel, que abriga obras de artistas chilenos e europeus.  Depois seguimos para o Mercado Central, um dos melhores lugares para se degustar frutos do mar frescos e baratos. Há vários restaurantes mas o melhor é o Dono Augusto. Almoçamos alí. Pedi um Côngrio acompanhado de molho de mariscos e Gilmar pediu o tradicional Salmão. Tudo delicioso!!!

Resolvemos seguir para o hotel para uma “siesta”. Voltamos ao tour  em direção ao Cerro Santa Lucia, um lugar bem próximo ao nosso hotel.


Um morro de 70 m no centro da cidade. Sua configuração atual, como parque público, com bosques, parques, monumentos, mirantes e jardins, foi criada nos anos 1870, como parte de um projeto urbanístico para a cidade. Ele era, no início, um mirante e ponto de reconhecimento da cidade para os conquistadores. 



Plaza de Armas, principal ponto de referência de Santiago. Não só geográfico, mas também histórico, politico, religioso e social. Foi daqui que a cidade se expandiu após sua fundação em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdívia. O prédio onde hoje é o Correio Central foi residência dele. Há aqui, também, uma linda Catedral, “Iglesia Catedral Plaza de Armas”, em estilo barroco, impressiona pela suntuosidade de seu altar. O Museu Histórico Nacional também está localizado na Plaza de Armas. Este museu mostra a história do país, do período pré-colombiano até o golpe de Estado em 1973.

O Palácio de La Moneda, ou simplesmente La Moneda, é a sede da Presidência da República do Chile. Ele está ladeado por duas belas praças, onde, em um belo gramado, descansamos um pouco. Havia muitos turistas no local. Um carabinero se protificou a pousar ao meu lado. Todo mundo muito feliz na comemoração do Bicentenário!

Passeamos por vários outros pontos turísticos de Santiago. Foi um dia memorável.
Voltamos ao hotel já de noite. 

Dia 11


Logo cedo, no nosso 11º dia de viagem, seguimos para Farellones, uma das estações de ski próximas a Santiago. A estrada que nos levou até o alto da montanha é bastante sinuosa, perigosa e mal conservada, mas o visual compensa todo o sacrifício, rs... Ainda havia muita neve neste ponto dos Andes, mas poucos esquiadores. Gosto muito deste esporte, que pratiquei algumas vezes quando morava nos Estados Unidos, mas deixei para esquiar em Bariloche, outro ponto de parada deste nosso projeto, uma vez que terei que fazê-lo sozinha, pois não é a praia do Gima, rs...




Seguimos para o sul do Chile pela Rodovia Panamericana, Rota 5, uma estrada perfeita, apesar dos vários pedágios... mas isso já é outro dia. 
Santiago valeu a pena


Dia 12.




A procura de um Vulcão. Assim podemos denominar este nosso 12º  dia de viagem.
Fomos para Pucón, aos pés do Vulcão "ativo" Villarrica e do lago omônimo. Um lugar belo, quando o ceu está azul e o sol ilumina com todo o seu brilho. Chegamos debaixo de muita chuva e muito frio. Alugamos um chalé e nos instalamos bem. O chalé era completo, tinha até Globo Internacional, onde assistimos a goleada do Goiás contra o Botafogo e a vitória do Atlético Paranaense, um dos times do Gima, contra o Atlético Mineiro. Ah, e o Palmeiras venceu também! Tudo a nosso favor. O único incoveniente do chalé foi o fato de termos de manter o fogo da "lareira" aceso para nos aquecer. Gima e eu, muito inexperientes no ramo, tivemos que pedir ajuda à proprietária para acender o fogo algumas vezes, rs... e o Vulcão, nada! Ainda escondido em meio as nuvens. Quem sabe o Universo continuaria conspirando em nosso favor, como tem feito toda a viagem, e o Villarrica mostraria sua cara no dia seguinte...






Leia Mais
Todos os direitos reservados