1º Capítulo.

Na chagada a Fortaleza, eu dirigia o opala prata pra completar o rodízio de motoristas. Completara 19 anos há três meses, e já me sentia dona do espaço, dominava o carro com destreza, até que... A multa chegaria na casa do dono do veículo três meses depois.
Fortaleza dezembro de 1982, Praia do Futuro, Camping Grelha... lugares fascinantes.
Quando chegamos ao Camping, fiquei encantada com a beleza dos manguezais. Era limpo, rústico e muito organizado. Poucas barracas estavam armadas debaixo das árvores. Uma me chamou a atenção, vermelha e branca, estava armada próxima a uma camionete Ford branca com duas motos na carroceria. 
Chamei minha prima e apontei para o local. Será que dois motoqueiros gatos estão acampados aqui também?
Começamos a organizar o acampamento. Nosso teto pelos próximos 4 dias foi armado, um para minha prima e eu e outro para minha outra prima e o namorado. Viajávamos em quatro pessoas pelas capitais do nordeste brasileiro. Parávamos em campings e hotéis, dependendo do que melhor a cidade tinha a oferecer. 
Fortaleza era nosso extremo norte. De lá, começaríamos a descer de volta à capital do cerrado, nosso ponto de partida.
Enquanto armávamos tudo, o namorado de minha prima conseguiu um martelo emprestado para  bater as estacas com um dos ocupantes da barraca vermelha e branca. Era um rapaz louro e alto. Na hora de devolver o martelo, fui eu atrás do galego, mas encontrei foi um moreno de cabelos encaracolados com um sorriso maroto nos lábios que se disse muito encantado em me conhecer. Houve um rápido flerte, troca de sorrisos, um papo rápido sobre o lugar e um até breve.
Comentários sobre quem era o mais gato, o louro alto ou o moreno de cabelos encaracolados, foram feitos entre minha parenta e eu. O moreno, sem dúvidas...
Tudo montado, era hora de descansar. Enquanto estávamos dentro das barracas, ouvimos o barulho das motos deixando o camping. Era fim de tarde.
Nosso descanso foi breve. Saímos em seguida para conhecer a cidade e ir em busca de mantimentos para  nosso desjejum do dia seguinte. Passamos pela praia do Futuro já de noite e lá estavam eles, os dois motoqueiros do camping sentados em suas motos a observar o público passante. Depois no supermercado, um dos vários da cidade, lá estavam eles, de novo os motoqueiros do camping fazendo compras. Muita coincidência. Não há coincidências e sim destino. Eu já estava destinada desde que saí de da capital do cerrado, assim disse a cartomante. Houve cumprimentos com sorrisos e abanos de mãos. É claro que fiquei empolgada com um início de paquera entre o moreno e eu.
Jantamos em um bom restaurante e voltamos ao camping para uma boa noite de sono.
Com o clarear do dia, eu já estava acordada quando ouvi conversas do lado de fora de nossa barraca. Eram os motoqueiros conversando com o namorado da minha prima. O papo corria solto e animado. Olhei para o lado a procura de minha companheira de barraca, mas ela não estava. Aí sim ouvi sua voz também do lado de fora da barraca. Sentei no colchão, ajeitei os cabelos e saí para fora. Eles estavam reunidos do lado oposto ao zíper de saída, e em passos largos segui em direção ao banheiro sem olhar para traz.
Já pronta pra começar o meu dia, retornei à barraca e me juntei ao animado grupo que era só sorrisos. Pareciam amigos de tempos. De novo as devidas apresentações foram feitas. A dupla era do Paraná e estavam de férias pelo nordeste, como nós, mas já pelo segundo ano consecutivo. O papo animado se estendeu pelo café da manhã preparado no camping e por toda manhã em visita à Praia de Cumbuco, distante 35 km de Fortaleza. Fomos em carros separados e voltamos, minha prima e eu, com o loiro e o moreno no caro deles. Entrosamento total. O moreno despertava em mim um encanto gostoso, sua alegria, suas brincadeiras de menino me divertiam. O universo conspirando a meu favor, ou seria a nosso favor...





Encontro Marcado.

1º Capítulo.

Na chagada a Fortaleza, eu dirigia o opala prata pra completar o rodízio de motoristas. Completara 19 anos há três meses, e já me sentia dona do espaço, dominava o carro com destreza, até que... A multa chegaria na casa do dono do veículo três meses depois.
Fortaleza dezembro de 1982, Praia do Futuro, Camping Grelha... lugares fascinantes.
Quando chegamos ao Camping, fiquei encantada com a beleza dos manguezais. Era limpo, rústico e muito organizado. Poucas barracas estavam armadas debaixo das árvores. Uma me chamou a atenção, vermelha e branca, estava armada próxima a uma camionete Ford branca com duas motos na carroceria. 
Chamei minha prima e apontei para o local. Será que dois motoqueiros gatos estão acampados aqui também?
Começamos a organizar o acampamento. Nosso teto pelos próximos 4 dias foi armado, um para minha prima e eu e outro para minha outra prima e o namorado. Viajávamos em quatro pessoas pelas capitais do nordeste brasileiro. Parávamos em campings e hotéis, dependendo do que melhor a cidade tinha a oferecer. 
Fortaleza era nosso extremo norte. De lá, começaríamos a descer de volta à capital do cerrado, nosso ponto de partida.
Enquanto armávamos tudo, o namorado de minha prima conseguiu um martelo emprestado para  bater as estacas com um dos ocupantes da barraca vermelha e branca. Era um rapaz louro e alto. Na hora de devolver o martelo, fui eu atrás do galego, mas encontrei foi um moreno de cabelos encaracolados com um sorriso maroto nos lábios que se disse muito encantado em me conhecer. Houve um rápido flerte, troca de sorrisos, um papo rápido sobre o lugar e um até breve.
Comentários sobre quem era o mais gato, o louro alto ou o moreno de cabelos encaracolados, foram feitos entre minha parenta e eu. O moreno, sem dúvidas...
Tudo montado, era hora de descansar. Enquanto estávamos dentro das barracas, ouvimos o barulho das motos deixando o camping. Era fim de tarde.
Nosso descanso foi breve. Saímos em seguida para conhecer a cidade e ir em busca de mantimentos para  nosso desjejum do dia seguinte. Passamos pela praia do Futuro já de noite e lá estavam eles, os dois motoqueiros do camping sentados em suas motos a observar o público passante. Depois no supermercado, um dos vários da cidade, lá estavam eles, de novo os motoqueiros do camping fazendo compras. Muita coincidência. Não há coincidências e sim destino. Eu já estava destinada desde que saí de da capital do cerrado, assim disse a cartomante. Houve cumprimentos com sorrisos e abanos de mãos. É claro que fiquei empolgada com um início de paquera entre o moreno e eu.
Jantamos em um bom restaurante e voltamos ao camping para uma boa noite de sono.
Com o clarear do dia, eu já estava acordada quando ouvi conversas do lado de fora de nossa barraca. Eram os motoqueiros conversando com o namorado da minha prima. O papo corria solto e animado. Olhei para o lado a procura de minha companheira de barraca, mas ela não estava. Aí sim ouvi sua voz também do lado de fora da barraca. Sentei no colchão, ajeitei os cabelos e saí para fora. Eles estavam reunidos do lado oposto ao zíper de saída, e em passos largos segui em direção ao banheiro sem olhar para traz.
Já pronta pra começar o meu dia, retornei à barraca e me juntei ao animado grupo que era só sorrisos. Pareciam amigos de tempos. De novo as devidas apresentações foram feitas. A dupla era do Paraná e estavam de férias pelo nordeste, como nós, mas já pelo segundo ano consecutivo. O papo animado se estendeu pelo café da manhã preparado no camping e por toda manhã em visita à Praia de Cumbuco, distante 35 km de Fortaleza. Fomos em carros separados e voltamos, minha prima e eu, com o loiro e o moreno no caro deles. Entrosamento total. O moreno despertava em mim um encanto gostoso, sua alegria, suas brincadeiras de menino me divertiam. O universo conspirando a meu favor, ou seria a nosso favor...





Leia Mais
 

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

                                                                                                                                                                                  Clarice Lispector

Bela frase de Clarice. Encontro na solidão um prazer intenso. No silêncio da solidão me molho toda na força das águas que inundam meu corpo. No silêncio respiro profundamente e todo vento que sai dos meus pulmões, como um tornado, me energiza para a batalha diária da vida inundada de gente. 
           
                                                                                                                                    Ana Maria Basso

Solidão...

 

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

                                                                                                                                                                                  Clarice Lispector

Bela frase de Clarice. Encontro na solidão um prazer intenso. No silêncio da solidão me molho toda na força das águas que inundam meu corpo. No silêncio respiro profundamente e todo vento que sai dos meus pulmões, como um tornado, me energiza para a batalha diária da vida inundada de gente. 
           
                                                                                                                                    Ana Maria Basso

Leia Mais
 Maio 2011.
Querido diário de bordo.  Rs....

Dia 1:
Estamos em Natal, RN para uma temporada de 10 dias. Férias para os gatos Gima e Aninha. Mais rs...
Nos instalamos na Pousada Manga Rosa, na praia de Ponta Negra. No nosso vôo de vinda tivemos o prazer da companhia de Miguel Fallabela, que está em Natal este final de semana com a peça "A Gaiola das Loucas". Uma boa pedida, talvez... Sou sua fã!
Descrevendo a pousada: Muito charmosa, de frente para o mar, com um aspecto rústico, um pé de manga que se faz presente na recepção e ao longo da escadaria e um café da manhã majestoso servido no terraço com uma bela vista para o mar. Quarto confortável com TV de LCD, cama queen size, um chuveiro muito bom, o que para Gima e eu, conta pontos altos para a pousada, wi-fi, e o melhor... dormir ouvindo o barulho das ondas. Estamos no canto direito da praia, bem próximo ao Morro do Careca, cartão postal da região. É um lugar agitado, com restaurantes, lojinhas vendendo artesanato, barracas de praia, água de coco geladinha e a R$1,00. Nestas nossas andanças pelas praias do Brasil, a água de côco mais barata encontrada até hoje.
O tempo está nublado, mas quente. No final de tarde, Gima e eu fomos correr na praia. 8Km. Estou me preparando para Meia Maratona das Cataratas.
Hoje foi só descansar. 

Dia 2:
Acordamos cedo pra curtir a maré baixa. Ao pé do Morro do Careca começa um caminho de pedras que resolvemos explorar. Quando a maré está alta, fica tudo debaixo d'água. Há guardas da marinha cuidando do local. É proibido subir no morro pois é área de preservação. Bem acertado, pois por onde o homem passa há destruição, isso é fato.



Gima decidiu alugar uma moto. Trouxemos os capacetes de Foz. Partimos para Natal para conhecer e almoçar. A cidade nasceu às margens do rio Potengi e do Forte dos Três Reis Magos, no extremo nordeste brasileiro, na "esquina do continente". É conhecida como "Cidade do Sol" por ser uma das regiões com o maior números de dias de sol do Brasil.
Pela Via Costeira, ficamos deslumbrados com a vista do mar muito verde. Natal numa tarde de sábado é tranquila. Os natalenses adoram uma buzina, nada muito educado. Exploramos e decidimos almoçar no Shopping Midway. Belo lugar, muito completo e com uma excelente praça de alimentação. Comi muito camarão.
Voltamos para Ponta Negra, descansamos e fomos dar nossa corrida na praia. Nada de sol hoje. ótimo!
Amanhã exploraremos o litoral norte pra mergulho. Depois eu conto como foi.

Dia 3: ...
Pois é, na cidade do sol choveu o dia inteiro! Pouco tenho pra contar sobre esse domingo de chuva na capital Potiguar. Acordamos cedo pra pegar a estrada rumo ao litoral norte. Na metade do caminho caiu aquela chuva com muita ventania, tivemos que parar pra nos protegermos, afinal, estávamos de moto. Essa paradinha durou 2 horas. A chuva não deu trégua. Resolvemos voltar e almoçar na cidade. Aproveitamos o pouco trânsito para localizarmos o Brasas Natal. Foi fácil. Amanhã, segunda feira e nosso 4º dia por aqui vamos fazer uma visita ao Brasas e depois seguir rumo às praias do norte pra mergulhar, se o tempo ajudar... Devemos trocar a moto por uma carro caso o tempo não melhore.
Agora, já fim de tarde, estou aguardando ansiosamente o início do jogo entre Goiás e Atlético, na final do campeonato goiano. Dá-lhe Verdão!!!! Vou assistir ao jogo pela internet. O Gima vai assistir à final do paulista, e torcer para... o Santos, é claro. Onde já se viu Palmeirense torcer pro Corínthians, hehe.
Uma homenagem ao meu Goiás!
Dia 4:
O Goiás não ganhou o campeonato, fiquei triste, mas isso já ficou no dia 3. A homenagem permanece. Vamos ao dia 4.

Quem me dera todas as segundas feiras fossem assim... Acordamos com os raios de sol penetrando pelas frestas do blackout do nosso apartamento. Um dia lindo nos aguardava lá fora. Após o desjejum pegamos a moto e fomos em direção à Genipabu. A 30 km de Natal, no litoral norte, com suas dunas imensas e belas lagoas, está o mais famoso cartão postal do Rio Grande do Norte. Uma curiosidade sobre as dunas: elas são móveis. A ação do vento leva a areia de um canto para outro, o que torna a paisagem sempre uma novidade. Mas nos rastros de buggys e dromedários, a região de Genipabu vive sua história que o vento não leva. Sempre procurada por turistas de todo mundo, a região oferece uma estrutura de hoteis, restaurantes e apoio ao turista inquestionável.

São tantas as boas fotos deste nosso Saara brasileiro com oasis aqui e ali, que fica difícil escolher as melhores. 
Saímos de Genipabu em direção à Muriú, a 51 km de Natal. Uma praia, eu diria, normal.

Com o tempo fechando à nossa volta, resolvemos passear de moto pela praia, e, em seguida,  retornarmos à Ponta Negra pela BR 101. Chegamos exaustos na pousada. Um dia e tanto! Mas nada que  um mergulho no mar não pudesse resolver.... À noite fomos a uma famosa pizzaria aqui, Mazzano. Aprovadíssima!
Dia 5:
Hoje foi dia de trabalho. Combinei um encontro com Flávia, proprietária do Brasas Natal. Mas isso foi só às 11:30 da manhã... Antes disso...

Com a maré baixa, o caminho das pedras, que mencionei anteriormente, nos leva à uma praia deserta com piscinas naturais. Pelo caminho, há uma vegetação de cactos, muito peculiar da região. Um paraíso bem pertinho da agitada Ponta Negra. 

Ficamos em Natal até o final da tarde. Almoçamos no famoso restaurante Mangai, um "must" aqui em Natal. Indicação da minha amiga Flávia. Comemos carne de bode e bolinho de macaxeira. Rs... Uma delícia!
Amanhã conheceremos o maior cajueiro do mundo. Aguardem...

Dia 6:

Aí está, o maior cajueiro do mundo. Também conhecido como cajueiro de Pirangi, à 12 km ao sul de Natal, a árvore cobre uma área de 8. 500 metros quadrados e produz cerca de oitenta mil cajus por ano. O cajueiro foi plantado em 1888 por um pescador. Este morreu com 93 anos de idade, sob as sombras do seu cajueiro. 
Em seguida fomos explorar as praias de Pirangi do Norte e Pirangi do Sul. Um belo lugar. A maré estava baixando e em uma das piscinas naturais que vão se formando no local, ficou preso um casal de golfinhos. 


Os pescadores locais se reuniram em um mutirão para o salvamento da dupla, o que nos proporcionou um espetáculo inédito com final feliz.

Muito passeio de moto pelas praias desertas foi o que se seguiu até chegarmos à Búzios. 


Esta praia é onde grande parte da população de Natal passa suas férias de verão. Agora em maio, um deserto delicioso! Um mar só pra Gima e eu, rs... Encontramos uma enseada calma, apropriada para um mergulho. Como não estávamos com nosso equipamento, amanhã é passeio certo: mergulhar em Búzios.
Voltamos para Ponta Negra já no meio da tarde para o almoço. Uma boa churrascaria foi o pedido do Gilmar, um carnívoro inveterado.
Choveu à noite.

Dia 7:

A foto já diz tudo. Um dia nublado e chuvoso nos tirou o snorkeling da programação. Fomos, então, conhecer a Fortaleza dos Reis Magos em Natal.


A Fortaleza foi o marco inicial da cidade de Natal, do lado direito da barra do Rio Potengi. Recebeu esse nome em função da data de início de sua construção, 6 de janeiro de 1598, dia de Reis, pelo calendário Católico.
A ponte a cima é a Newton Navarro, Vista do Forte. Ela liga os bairros da Zona Norte de Natal e os municípios do litoral norte de estado aos bairros da Zona Leste e do litoral sul, pasando pelo Rio Potengi. Devido a sua altura e imponência, logo virou atração turística. É mesmo uma bela ponte.
Voltamos para a pousada. Fiquei de cama o resto do dia com febre e muita gripe. Choveu à tarde.

Dia 8:
Acordei melhor, sem febre. Fomos, então, para a Praia de Pipa. Gilmar alugou um carro.
O nome "Pipa" deve-se ao fato de que os portugueses ao passar de navio pelas proximidades avistaram uma pedra que lembrava um formato de uma pipa, ou barril de vinho.
Hoje é uma famosa praia localizada no município de Tibau do Sul, ficando a 85 km de Natal. É o principal balneário de Litoral Sul do estado, que inclui praias como Ponta do Madeiro e Praia do Amor.
Honestamente, não achei grandes coisas. Dizem que hoje é o paraíso das drogas.
Esta última foto é da Praia do Amor. Um amor de praia, rs...

Visitamos as instalações da Barreira do Inferno. A área é denominada assim devido a falésias vermelhas que, iluminadas pelos raios de sol ao amanhecer, assemelhavam-se, para os antigos pescadores, a labaredas de fogo.
Esta foi a primeira base de lançamentos de foguetes da América do Sul, que chegou a ser considerada a quarta mais importante do mundo. Continua funcionando, mas perdeu o posto de principal centro espacial brasileiro para a cidade de Alcântara, no Maranhão. A base foi construída em 1964 e ocupa uma área de aproximadamente 5 km².




Voltamos à Praia de Búzios, no litoral sul. Gostamos muito da praia pela sua tranquilidade.  Mas nada de mergulho. O tempo desta vez não cooperou. Gilmar só ameaçou uma breve olhada no fundo, mas não deu pra ver nada, sem falar na agitação do mar.
Me restou dançar na praia. Diversão garantida!

Dia 10:
Nosso último dia em Natal. Fez um belo domingo. Hoje devolvemos o carro e resolvemos voltar, a pé, ao caminho das pedras, para nossa praia particular. Não sei o nome desta praia, mas resolvi batizá-la de "Praia Minha", sim, praia da Aninha e do Gima, é claro. Passamos momentos memoráveis nesta praia.


Dia 11:
Dia do retorno. Valeu Natal!
 Maio 2011.
Querido diário de bordo.  Rs....

Dia 1:
Estamos em Natal, RN para uma temporada de 10 dias. Férias para os gatos Gima e Aninha. Mais rs...
Nos instalamos na Pousada Manga Rosa, na praia de Ponta Negra. No nosso vôo de vinda tivemos o prazer da companhia de Miguel Fallabela, que está em Natal este final de semana com a peça "A Gaiola das Loucas". Uma boa pedida, talvez... Sou sua fã!
Descrevendo a pousada: Muito charmosa, de frente para o mar, com um aspecto rústico, um pé de manga que se faz presente na recepção e ao longo da escadaria e um café da manhã majestoso servido no terraço com uma bela vista para o mar. Quarto confortável com TV de LCD, cama queen size, um chuveiro muito bom, o que para Gima e eu, conta pontos altos para a pousada, wi-fi, e o melhor... dormir ouvindo o barulho das ondas. Estamos no canto direito da praia, bem próximo ao Morro do Careca, cartão postal da região. É um lugar agitado, com restaurantes, lojinhas vendendo artesanato, barracas de praia, água de coco geladinha e a R$1,00. Nestas nossas andanças pelas praias do Brasil, a água de côco mais barata encontrada até hoje.
O tempo está nublado, mas quente. No final de tarde, Gima e eu fomos correr na praia. 8Km. Estou me preparando para Meia Maratona das Cataratas.
Hoje foi só descansar. 

Dia 2:
Acordamos cedo pra curtir a maré baixa. Ao pé do Morro do Careca começa um caminho de pedras que resolvemos explorar. Quando a maré está alta, fica tudo debaixo d'água. Há guardas da marinha cuidando do local. É proibido subir no morro pois é área de preservação. Bem acertado, pois por onde o homem passa há destruição, isso é fato.



Gima decidiu alugar uma moto. Trouxemos os capacetes de Foz. Partimos para Natal para conhecer e almoçar. A cidade nasceu às margens do rio Potengi e do Forte dos Três Reis Magos, no extremo nordeste brasileiro, na "esquina do continente". É conhecida como "Cidade do Sol" por ser uma das regiões com o maior números de dias de sol do Brasil.
Pela Via Costeira, ficamos deslumbrados com a vista do mar muito verde. Natal numa tarde de sábado é tranquila. Os natalenses adoram uma buzina, nada muito educado. Exploramos e decidimos almoçar no Shopping Midway. Belo lugar, muito completo e com uma excelente praça de alimentação. Comi muito camarão.
Voltamos para Ponta Negra, descansamos e fomos dar nossa corrida na praia. Nada de sol hoje. ótimo!
Amanhã exploraremos o litoral norte pra mergulho. Depois eu conto como foi.

Dia 3: ...
Pois é, na cidade do sol choveu o dia inteiro! Pouco tenho pra contar sobre esse domingo de chuva na capital Potiguar. Acordamos cedo pra pegar a estrada rumo ao litoral norte. Na metade do caminho caiu aquela chuva com muita ventania, tivemos que parar pra nos protegermos, afinal, estávamos de moto. Essa paradinha durou 2 horas. A chuva não deu trégua. Resolvemos voltar e almoçar na cidade. Aproveitamos o pouco trânsito para localizarmos o Brasas Natal. Foi fácil. Amanhã, segunda feira e nosso 4º dia por aqui vamos fazer uma visita ao Brasas e depois seguir rumo às praias do norte pra mergulhar, se o tempo ajudar... Devemos trocar a moto por uma carro caso o tempo não melhore.
Agora, já fim de tarde, estou aguardando ansiosamente o início do jogo entre Goiás e Atlético, na final do campeonato goiano. Dá-lhe Verdão!!!! Vou assistir ao jogo pela internet. O Gima vai assistir à final do paulista, e torcer para... o Santos, é claro. Onde já se viu Palmeirense torcer pro Corínthians, hehe.
Uma homenagem ao meu Goiás!
Dia 4:
O Goiás não ganhou o campeonato, fiquei triste, mas isso já ficou no dia 3. A homenagem permanece. Vamos ao dia 4.

Quem me dera todas as segundas feiras fossem assim... Acordamos com os raios de sol penetrando pelas frestas do blackout do nosso apartamento. Um dia lindo nos aguardava lá fora. Após o desjejum pegamos a moto e fomos em direção à Genipabu. A 30 km de Natal, no litoral norte, com suas dunas imensas e belas lagoas, está o mais famoso cartão postal do Rio Grande do Norte. Uma curiosidade sobre as dunas: elas são móveis. A ação do vento leva a areia de um canto para outro, o que torna a paisagem sempre uma novidade. Mas nos rastros de buggys e dromedários, a região de Genipabu vive sua história que o vento não leva. Sempre procurada por turistas de todo mundo, a região oferece uma estrutura de hoteis, restaurantes e apoio ao turista inquestionável.

São tantas as boas fotos deste nosso Saara brasileiro com oasis aqui e ali, que fica difícil escolher as melhores. 
Saímos de Genipabu em direção à Muriú, a 51 km de Natal. Uma praia, eu diria, normal.

Com o tempo fechando à nossa volta, resolvemos passear de moto pela praia, e, em seguida,  retornarmos à Ponta Negra pela BR 101. Chegamos exaustos na pousada. Um dia e tanto! Mas nada que  um mergulho no mar não pudesse resolver.... À noite fomos a uma famosa pizzaria aqui, Mazzano. Aprovadíssima!
Dia 5:
Hoje foi dia de trabalho. Combinei um encontro com Flávia, proprietária do Brasas Natal. Mas isso foi só às 11:30 da manhã... Antes disso...

Com a maré baixa, o caminho das pedras, que mencionei anteriormente, nos leva à uma praia deserta com piscinas naturais. Pelo caminho, há uma vegetação de cactos, muito peculiar da região. Um paraíso bem pertinho da agitada Ponta Negra. 

Ficamos em Natal até o final da tarde. Almoçamos no famoso restaurante Mangai, um "must" aqui em Natal. Indicação da minha amiga Flávia. Comemos carne de bode e bolinho de macaxeira. Rs... Uma delícia!
Amanhã conheceremos o maior cajueiro do mundo. Aguardem...

Dia 6:

Aí está, o maior cajueiro do mundo. Também conhecido como cajueiro de Pirangi, à 12 km ao sul de Natal, a árvore cobre uma área de 8. 500 metros quadrados e produz cerca de oitenta mil cajus por ano. O cajueiro foi plantado em 1888 por um pescador. Este morreu com 93 anos de idade, sob as sombras do seu cajueiro. 
Em seguida fomos explorar as praias de Pirangi do Norte e Pirangi do Sul. Um belo lugar. A maré estava baixando e em uma das piscinas naturais que vão se formando no local, ficou preso um casal de golfinhos. 


Os pescadores locais se reuniram em um mutirão para o salvamento da dupla, o que nos proporcionou um espetáculo inédito com final feliz.

Muito passeio de moto pelas praias desertas foi o que se seguiu até chegarmos à Búzios. 


Esta praia é onde grande parte da população de Natal passa suas férias de verão. Agora em maio, um deserto delicioso! Um mar só pra Gima e eu, rs... Encontramos uma enseada calma, apropriada para um mergulho. Como não estávamos com nosso equipamento, amanhã é passeio certo: mergulhar em Búzios.
Voltamos para Ponta Negra já no meio da tarde para o almoço. Uma boa churrascaria foi o pedido do Gilmar, um carnívoro inveterado.
Choveu à noite.

Dia 7:

A foto já diz tudo. Um dia nublado e chuvoso nos tirou o snorkeling da programação. Fomos, então, conhecer a Fortaleza dos Reis Magos em Natal.


A Fortaleza foi o marco inicial da cidade de Natal, do lado direito da barra do Rio Potengi. Recebeu esse nome em função da data de início de sua construção, 6 de janeiro de 1598, dia de Reis, pelo calendário Católico.
A ponte a cima é a Newton Navarro, Vista do Forte. Ela liga os bairros da Zona Norte de Natal e os municípios do litoral norte de estado aos bairros da Zona Leste e do litoral sul, pasando pelo Rio Potengi. Devido a sua altura e imponência, logo virou atração turística. É mesmo uma bela ponte.
Voltamos para a pousada. Fiquei de cama o resto do dia com febre e muita gripe. Choveu à tarde.

Dia 8:
Acordei melhor, sem febre. Fomos, então, para a Praia de Pipa. Gilmar alugou um carro.
O nome "Pipa" deve-se ao fato de que os portugueses ao passar de navio pelas proximidades avistaram uma pedra que lembrava um formato de uma pipa, ou barril de vinho.
Hoje é uma famosa praia localizada no município de Tibau do Sul, ficando a 85 km de Natal. É o principal balneário de Litoral Sul do estado, que inclui praias como Ponta do Madeiro e Praia do Amor.
Honestamente, não achei grandes coisas. Dizem que hoje é o paraíso das drogas.
Esta última foto é da Praia do Amor. Um amor de praia, rs...

Visitamos as instalações da Barreira do Inferno. A área é denominada assim devido a falésias vermelhas que, iluminadas pelos raios de sol ao amanhecer, assemelhavam-se, para os antigos pescadores, a labaredas de fogo.
Esta foi a primeira base de lançamentos de foguetes da América do Sul, que chegou a ser considerada a quarta mais importante do mundo. Continua funcionando, mas perdeu o posto de principal centro espacial brasileiro para a cidade de Alcântara, no Maranhão. A base foi construída em 1964 e ocupa uma área de aproximadamente 5 km².




Voltamos à Praia de Búzios, no litoral sul. Gostamos muito da praia pela sua tranquilidade.  Mas nada de mergulho. O tempo desta vez não cooperou. Gilmar só ameaçou uma breve olhada no fundo, mas não deu pra ver nada, sem falar na agitação do mar.
Me restou dançar na praia. Diversão garantida!

Dia 10:
Nosso último dia em Natal. Fez um belo domingo. Hoje devolvemos o carro e resolvemos voltar, a pé, ao caminho das pedras, para nossa praia particular. Não sei o nome desta praia, mas resolvi batizá-la de "Praia Minha", sim, praia da Aninha e do Gima, é claro. Passamos momentos memoráveis nesta praia.


Dia 11:
Dia do retorno. Valeu Natal!
Leia Mais
Pois é, meu querido blog, te abandonei. 
Mas o bom filho sempre à casa torna. Aqui estou eu para dedicar algum tempo do meu dia a você. 

Estamos no outono, e o friozinho já se faz sentir aqui em Foz. É tempo de mandar edredons para a lavanderia, de checar o guarda-roupa de inverno, de baixar o aquecedor de cima do armário pra aquecer o banheiro, enfim, é tempo de mudanças. Mudanças na forma de se vestir, de se alimentar, de fazer exercícios, de passar o domingo, mudanças que me deixam insatisfeita, uma vez que sou uma pessoa dos trópicos, criada no centro-oeste brasileiro, onde o frio está nas revistas e na tv, não no dia-a-dia das pessoas. Talvez em junho, por uns três  ou quatro dias faça um friozinho em Goiânia, na época da Pecuária, mas é só! Diferente do sul do pais, onde desde maio as mudanças mencionadas acima começam.
Uma boa alternativa é viajar esta época, ir para Natal, no Rio Grande do Norte, e curtir um calorzão em pleno mês de maio. Ah, e se eu me mudasse para Natal, ou para qualquer praia do nordeste brasileiro? Não seria nada mal...



Long time no see...

Pois é, meu querido blog, te abandonei. 
Mas o bom filho sempre à casa torna. Aqui estou eu para dedicar algum tempo do meu dia a você. 

Estamos no outono, e o friozinho já se faz sentir aqui em Foz. É tempo de mandar edredons para a lavanderia, de checar o guarda-roupa de inverno, de baixar o aquecedor de cima do armário pra aquecer o banheiro, enfim, é tempo de mudanças. Mudanças na forma de se vestir, de se alimentar, de fazer exercícios, de passar o domingo, mudanças que me deixam insatisfeita, uma vez que sou uma pessoa dos trópicos, criada no centro-oeste brasileiro, onde o frio está nas revistas e na tv, não no dia-a-dia das pessoas. Talvez em junho, por uns três  ou quatro dias faça um friozinho em Goiânia, na época da Pecuária, mas é só! Diferente do sul do pais, onde desde maio as mudanças mencionadas acima começam.
Uma boa alternativa é viajar esta época, ir para Natal, no Rio Grande do Norte, e curtir um calorzão em pleno mês de maio. Ah, e se eu me mudasse para Natal, ou para qualquer praia do nordeste brasileiro? Não seria nada mal...



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