Projeto El Condor, parte 2.


Dia 03.
Após um bom desjejum, pegamos a Estrada em direção a Córdoba. A viagem trancorreu calma. Fomos parados novamente pela policia caminera, mas liberados após a apresentação dos documentos.
Passamos por Códoba ainda na parte da manhã. Esta é a segunda maior cidade argentina, distante 716 km da Capital, com 1,2 milhão de habitantes. Decidimos não parar em Códoba por ser uma segunda feira e o trânsito de uma cidade grande desconhecida não está nos nossos planos. O anel viário da cidade é bem sinalizado e não tivemos problemas em pegar a Estrada em direção a Villa Carlos Paz. Esta é uma bela cidadezinha aos pés das Sierras Grandes.













Conhecida como Camino de las Altas Cumbres, a Estrada que pegamos em seguida foi de tirar o fôlego. Indo em direção à Mina Clavero, subimos a Serra toda em pedra, e, no topo, nos deparamos com a primeira neve da viagem. Também no alto da Serra, fui apresentada ao “Condor” empalhado em um museu, pássaro que leva o nome do nosso projeto de viagem, numa de nossas paradas para  apreciar a belíssima paisagem. Na descida da Serra passamos por pontos de prática de parapente. Em Mina Clavero, decidimos pernoitar. Esta é uma simpatica cidade de veraneio, com muitos hoteis e pousadas. Tendo em vista a baixa temporada, muitos se encontravam fechados. Nos alojamos em um bom hotel chamado Las Lenhas e saimos atrás de um lava jato. Nosso Cherrie pedia um banho com urgência. Usando um auto serviço (máquina automática paga com moedas) Gima e eu demos um trato em nosso coche. Caminhamos pela cidadezinha. Esta é cortada por um riozinho de àguas claras e gélidas. No seu leito, praias de areia e pedras. Tem, também, um bom cassino e alguns bons restaurantes. Jantamos bife de chorizo com papas fritas e brochette de lomo com papas espanholas. Muy rico!
Voltamos para o hotel a tempo de assistir “Sai de Baixo” no canal Viva pela internet. rs… A temperatura estava em torno de 13 graus.




Dia 04.
Gima e eu perdemos o sono durante a noite, acho que pelo fato de termos exagerado no jantar, então decidimos assistir ao filme “O Príncipe da Pérsia e as Areias do Tempo” pelo computador. Eram 4:30 da manhã. Voltamos a dormir após o filme e só acordamos às 9:30 e quase perdemos o “desayuno” (café da manhã).
Pegamos a estrada novamente depois de já percorridos 2.100 km. Pista dupla na Província de San Luiz. Marcamos no velocímetro do carro, uma reta de 96 km. Para passar o tempo, novamente li outra parte do livro, em voz alta, “Cangaceiros, Coiteiros e Volantes” de José Anderson do Nascimento, livro de 1944, comprado em um sebo em Foz. Conta a saga de Lampião, Maria Bonita e seu bando em suas andanças pela caatinga no sertão nordestino.
Chegamos em Mendoza por volta das 17:00 h. Fui a primeira a avistar a Cordilheira dos Andes e ganhei um chocolate na aposta que fizemos de quem veria "Los Andes" primeiro. Ainda na estrada, passamos por vinhedos intermináveis e plantações de maças e pêssegos com suas árvores todas em flôr.
Já em Mendoza, estacionamos o carro na Avenida General Las Heras, bem no centro e resolvemos andar a procura de um bom hotel. Nossa primeira opção, Ibis Hotel, estava lotado. Paramos, então, no Hotel Sol Andino, um 3 estrelas de boa qualidade.
Mendoza é bem movimentada, limpa e com um trânsito bem organizado. Os argentinos sempre muito cordiais, contrariando todas as expectativas até agora.

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