Projeto El Condor, parte 4.






Dia 06.

Medias Lunas no café da manhã, bicicletas montadas e lá fomos nós passear por Mendoza. Passamos o dia pedalando.
Mendoza está localizada numa região semi-desértica, aos pés da Cordilheira dos Andes. A água que abastece a cidade vem dos rios Mendoza e Tunuyán, que têm origem do degelo dos Andes. Esta cidade mais parece um oasis, pois possui um sistema de irrigação através de canaletas, com água proveniente destes rios. Muito criativo, achei.
Visitamos o parque General San Martin, um dos espaços verdes mais importantes da Argentina, com mais de 400 hectares. Um parque bem completo. Possui um lindo lago para recreação.  Vimos pessoas fazendo cooper, andando de bicicleta, de skate, caminhando, enfim, um lugar completo para se manter em forma. Há um clube no parque, uma universidade, um estádio de futebol, um zoológico...
Achei interessante o fato da cidade parar após o almoço, é a famosa “siesta”, que vai até as 4 da tarde. Tudo fecha no centro da cidade, como se fosse domingo. Pensei que isso acontecesse só em cidades pequenas da Argentina, mas não, é uma questão cultural mesmo.
Ao final da tarde, de volta ao hotel, descansamos e saímos novamente para jantar em um café na “Peatonal Sarmiento”. Esta rua só para pedestres é linda, toda florida e repleta de cafés e restaurantes.




Dia 07.


Nos despedimos de Mendoza. Em direção à república do Chile, pegamos a RN7. Uma viagem inesquecível! Cruzamos a cordilheira dos Andes rodeados por uma paisagem encantadora. Fazia muito frio. Ainda na Argntina, paramos na histórica Ponte del Inca. Este local encontra-se sobre o rio Cuevas. Leva o nome “Ponte del Inca” porque era utilizado pelos Incas antes da conquista da América. Contam que milhares de anos atrás, se formou uma ponte de gelo e que, após algumas avalanches, as fontes termais e o tempo solidificaram a construção, que no início do século passado, abrigou uma estação de ski .
O ponto alto do dia: Parque Aconcágua. Este nome se origina da palavra Quichua, Ackon – Cauak, que significa sentinela de pedra. Estacionamos o carro na entrada do parque e após pagarmos um ingresso no valor de 8 pesos argentinos cada, seguimos a pé montanha acima, até termos total visão do pico mais alto das Américas. Com seus 6.960 m, coberto de neve, ele estava lá, magestoso. Vez por outra era encoberto por nuvens. O lugar é de uma paz celeste. O vento gélido parecia querer nos expulsar dalí, mas a paisagem compensou qualquer sacrifício.O Gima até ensaiou uma escalada, rs...


De volta ao carro, nos aquecemos e partimos em direção ao Chile. Depois de cruzarmos o tunel Cristo Redentor, que, naquele local, marca a fronteira dos dois países, atingimos o ponto baixo da viagem: a aduana chilena. De uma desorganização gritante e muito burocráticos, fomos sendo empurrados de um guiche para outro, e não era neste, mas naquele, filas intermináveis… enfim, passamos por 5 guiches diferentes, depois acompanhamos os guardas até nosso carro, onde um cão cheirou tudo! Nevava neste momento e fazia um frio de 0 grau.
Resolvemos ir direto para Viña Del Mar. Viajamos por boas estradas com vários pedágios. Chegamos à Viña já anoitecendo e muito cansados.  Paramos em um bom hotel próximo da orla. Nos acomodamos e em seguida saímos para jantar. Hora do rush na cidade. Estressante o quanto os chilenos gostam de uma buzina. Aqui é uma hora a menos.
No dia seguinte deixaríamos o “Cherrie” descansar e pedalaríamos para conhecer esta cidade que é considerada a “cidade turística do Chile”.



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