Projeto El Condor, parte 5.

Dia 08.

“Hoje vimos o sol se por no Pacífico.”

Após um café da manhã sem medias lunas, saímos se bicicleta por Viña del Mar. O dia estava lindo. Eram 10:00 da manhã de um sábado e com nossa mochila equipada com binóculo, máquina fotográfica e um agasalho extra, pegamos a ciclovia que margeia a orla da cidade. 

Nossa primeira parada foi no Relógio das Flores, que fica localizado numa das entradas da cidade. Viña é apelidada de “cidade jardim”. Esse apelido lhe faz juz, pois é bem florida. 

Depois seguimos para a Quinta Vergara, um parque  com belos jardins  e, também, o Palácio Vergara. Em estilo veneziano, foi construido a pedido da filha do fundador da cidade, Blanca Vergara, há 100 anos. Hoje abriga o Museu Municipal de Belas Artes, que está interditado depois do último terremoto que atingiu o Chile no início deste ano. 

Em seguida fomos ao Museu Arqueológico Francisco Fonck, que tem uma réplica de um Moai, encontrados na Ilha da Páscoa.
Fomos almoçar no Shopping da cidade, que possui um excelente complexo de lojas e uma praça de alimentação bem completa.

Andar por Viña é fácil, pois suas ruas possuem os nomes de Norte 1, Norte 2, Norte 3, ou Poente 1, Poente 2, ou Oriente 1, Oriente 2... e assim vai. O ponto de referência é a Av. Libertad, sua principal via.

À tarde, nos concentramos na orla, pedalando por vários kilômetros em direção norte. A Praia Reñaca, hoje a mais apta para o banho, possui uma peculiaridade, seus prédios são construidos em forma de degraus que acompanham o desnível do morro. Mais adiante há dunas, que pela orla ficou difícil o acesso. Nos contentamos com fotos destas. Vimos pelicanos e leões marinhos se esbaldando no mar gelado. Vimos o sol se pôr no Pacífico.

Chegamos ao hotel às 8:00 da noite, tomamos um bom banho e seguimos para o Cassino, uma das grandes atrações de Viña del Mar. Gilmar e eu não curtimos máquinas caça-níqueis, mas ficamos observando por um longo tempo uma mesa de pôquer. Jogavam Texas Hold'em. Uma das jogadoras ganhou mais de R$ 700,00 numa rodada. Adoro um pôquer!

Dia 09.

Ainda em Viña, descansamos na parte da manhã.  Depois partimos para conhecer Valparaiso. O dia estava chuvoso e frio, bem diferente do anterior. Era Domingo e em Valparaiso acontecia uma feira ao ar livre no centro da cidade que mais me pareceu uma loja do “Exercito da Salvação” , muito comum nos Estados Unidos (Salvation Army). Eram objetos de todos os tipos, desde móveis a roupas íntimas, tudo usado, talvez uma coisa ou outra nova, mas a maioria era usada. Muitas pessoas faziam compras alí. Muito interessante. No mais, Valparaiso, ao meu ver, não tem muitos atrativos.
Aproveitamos o domingo para chegarmos a Santiago. Chegar em uma cidade com aproximadamente 6 milhões de habitantes, sem conhecer absolutamente nada e de carro, não é uma tarefa fácil.  Havíamos marcado alguns hoteis no guia, mas não reservamos nada por não termos certeza do dia da chegada. Nos vimos em maus lençois. A maioria lotado! Com a celebração do Bicentenário do país esta semana, a cidade estava lotada!  Demos sorte de conseguir um bom hotel no centro, Hotel Riviera, um bom 3 estrelas.
Como chovia muito, resolvemos nos aventurar de carro pela cidade a procura de um bom restaurante. Nos indicaram um dos super shoppings da cidade, Alto Las Condes Mall, onde encontraríamos de tudo. Ficamos lá até a noite, e, na hora de voltar, nos perdemos.  Fomos sair do outro lado da cidade após pegarmos o tunel errado. Mas no fim, tudo deu certo.

Dia 10.

Passamos o dia conhecendo vários pontos turísticos da capital chilena, a começar pelo Museu Nacional de Belas Artes, próximo ao nosso hotel, que abriga obras de artistas chilenos e europeus.  Depois seguimos para o Mercado Central, um dos melhores lugares para se degustar frutos do mar frescos e baratos. Há vários restaurantes mas o melhor é o Dono Augusto. Almoçamos alí. Pedi um Côngrio acompanhado de molho de mariscos e Gilmar pediu o tradicional Salmão. Tudo delicioso!!!

Resolvemos seguir para o hotel para uma “siesta”. Voltamos ao tour  em direção ao Cerro Santa Lucia, um lugar bem próximo ao nosso hotel.


Um morro de 70 m no centro da cidade. Sua configuração atual, como parque público, com bosques, parques, monumentos, mirantes e jardins, foi criada nos anos 1870, como parte de um projeto urbanístico para a cidade. Ele era, no início, um mirante e ponto de reconhecimento da cidade para os conquistadores. 



Plaza de Armas, principal ponto de referência de Santiago. Não só geográfico, mas também histórico, politico, religioso e social. Foi daqui que a cidade se expandiu após sua fundação em 1541 pelo conquistador espanhol Pedro de Valdívia. O prédio onde hoje é o Correio Central foi residência dele. Há aqui, também, uma linda Catedral, “Iglesia Catedral Plaza de Armas”, em estilo barroco, impressiona pela suntuosidade de seu altar. O Museu Histórico Nacional também está localizado na Plaza de Armas. Este museu mostra a história do país, do período pré-colombiano até o golpe de Estado em 1973.

O Palácio de La Moneda, ou simplesmente La Moneda, é a sede da Presidência da República do Chile. Ele está ladeado por duas belas praças, onde, em um belo gramado, descansamos um pouco. Havia muitos turistas no local. Um carabinero se protificou a pousar ao meu lado. Todo mundo muito feliz na comemoração do Bicentenário!

Passeamos por vários outros pontos turísticos de Santiago. Foi um dia memorável.
Voltamos ao hotel já de noite. 

Dia 11


Logo cedo, no nosso 11º dia de viagem, seguimos para Farellones, uma das estações de ski próximas a Santiago. A estrada que nos levou até o alto da montanha é bastante sinuosa, perigosa e mal conservada, mas o visual compensa todo o sacrifício, rs... Ainda havia muita neve neste ponto dos Andes, mas poucos esquiadores. Gosto muito deste esporte, que pratiquei algumas vezes quando morava nos Estados Unidos, mas deixei para esquiar em Bariloche, outro ponto de parada deste nosso projeto, uma vez que terei que fazê-lo sozinha, pois não é a praia do Gima, rs...




Seguimos para o sul do Chile pela Rodovia Panamericana, Rota 5, uma estrada perfeita, apesar dos vários pedágios... mas isso já é outro dia. 
Santiago valeu a pena


Dia 12.




A procura de um Vulcão. Assim podemos denominar este nosso 12º  dia de viagem.
Fomos para Pucón, aos pés do Vulcão "ativo" Villarrica e do lago omônimo. Um lugar belo, quando o ceu está azul e o sol ilumina com todo o seu brilho. Chegamos debaixo de muita chuva e muito frio. Alugamos um chalé e nos instalamos bem. O chalé era completo, tinha até Globo Internacional, onde assistimos a goleada do Goiás contra o Botafogo e a vitória do Atlético Paranaense, um dos times do Gima, contra o Atlético Mineiro. Ah, e o Palmeiras venceu também! Tudo a nosso favor. O único incoveniente do chalé foi o fato de termos de manter o fogo da "lareira" aceso para nos aquecer. Gima e eu, muito inexperientes no ramo, tivemos que pedir ajuda à proprietária para acender o fogo algumas vezes, rs... e o Vulcão, nada! Ainda escondido em meio as nuvens. Quem sabe o Universo continuaria conspirando em nosso favor, como tem feito toda a viagem, e o Villarrica mostraria sua cara no dia seguinte...






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